“Esse foi o grande acontecimento da ética cristã: a descoberta de um novo equilíbrio. No Cristianismo, equilibram-se coisas que parecem acidentais. S. Tomás Becket usava uma camisa de penitente por baixo de suas vestes de ouro e púrpura, e muito há a dizer a favor desta combinação, porque ele tirou proveito dessa camisa de penitente, ao passo que o povo da rua tirou proveito do ouro e da púrpura. E isto é, sem dúvida, melhor do que a atitude do moderno milionário que, para os outros, se mostra negro e sujo exteriormente, mas traz o ouro junto ao coração. O equilíbrio nunca esteve no corpo de um homem como no de S. Tomás Becket; o equilíbrio esteve, muitas vezes, distribuído por todo o corpo do Cristianismo. Porque um homem orava e jejuava nas regiões nevadas do Norte, podiam espargir-se flores no dia da sua festa nas cidades do Sul; e porque os fanáticos bebiam água nas areias da Síria, podiam ainda os homens beber cidra nos pomares da Inglaterra. É isso o que torna o Cristianismo ao mesmo tempo muito mais surpreendente e muito mais interessante do que o império pagão, exatamente como a catedral de Amiens não é melhor, mas mais interessante que o Pártenon. Se alguém desejar uma prova moderna de tudo isso, considere o fato curioso de que, sob o Cristianismo, a Europa (conservando-se uma unidade) dividiu-se em nações individuais.”
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Gilbert Keith Chesterton was one of the most influential English writers of the 20th century. His prolific and diverse output included journalism, philosophy, poetry, biography, Christian apologetics, fantasy and detective fiction.
Chesterton has been called the "prince of paradox". Time magazine, in a review of a biography of Chesterton, observed of his writing style: "Whenever possible Chesterton made his points with popular sayings, proverbs, allegories—first carefully turning them inside out.