“Para alguns, Nietzsche é um ousado e forte pensador. Não se pode negar que ele tenha sido um pensador poético e sugestivo, mas era exatamente o oposto de forte. De forma alguma se pode dizer que ele tenha sido ousado. Nunca se atreveu a pôr na sua frente, em palavras nuas e cruas, a sua maneira de pensar, como fizeram Aristóteles, Calvino e, até, Karl Marx, os intensos e intrépidos homens de pensamento. Nietzsche sempre procurava desviar-se das questões por meio de metáforas físicas, como um alegre poeta menor. Ele dizia 'além do bem e do mal', porque não tinha coragem de dizer 'melhor do que o bem e o mal' ou 'pior do que o bem e o mal'. Se ele tivesse externado, sem qualquer metáfora, a sua maneira de pensar, teria visto que se tratava de uma tolice. Assim, quando descreve o seu herói, não se atreve a dizer 'o homem mais puro' ou 'o homem mais feliz' ou 'o homem mais triste, porque todas essas afirmações são ideias, e as ideias são alarmantes. Ele diz 'o homem mais elevado' ou 'super-homem', metáforas de natureza física, atribuídas a acrobatas ou alpinistas. Nietzsche é, na verdade, um pensador muito tímido.”
Gilbert Keith Chesterton was one of the most influential English writers of the 20th century. His prolific and diverse output included journalism, philosophy, poetry, biography, Christian apologetics, fantasy and detective fiction.
Chesterton has been called the "prince of paradox". Time magazine, in a review of a biography of Chesterton, observed of his writing style: "Whenever possible Chesterton made his points with popular sayings, proverbs, allegories—first carefully turning them inside out.