“Só a religião cristã poderá oferecer uma razoável objeção a uma confiança absoluta nos ricos. Desde o princípio, ela sustentou que o perigo estava não no ambiente que cerca o homem, mas no próprio homem. E mais ainda: a religião cristã tem afirmado que, em se tratando de ambientes perigosos, o mais perigoso de todos será aquele que mais comodidades tenha a oferecer. Sei que a indústria moderna está tentando fabricar uma agulha enorme e também sei que os mais recente biólogos estão empenhados em produzir um camelo minúsculo. Mas, se reduzirmos ao mínimo o tamanho do camelo ou se aumentarmos ao máximo o buraco da agulha, ou se, em resumo, quisermos nos convencer de que as palavras de Cristo significam o mínimo que podem significar, ainda assim temos de reconhecer que essas palavras significam, ao menos, isto: os ricos não são, moralmente, merecedores de confiança. O Cristianismo, mesmo quando diluído em água, ainda permanece suficientemente quente para fazer ferver toda a sociedade moderna, reduzindo-a a farrapos. O simples 'minimum' da Igreja seria um 'ultimatum' mortal para o Mundo, pois todo o Mundo moderno baseia-se na suposição não de que os ricos são necessários (o que é sustentável), mas de que os ricos não são dignos de confiança. [...] O ponto principal para o Cristianismo é que o homem que depende do luxo e do prazer desta vida é um homem corrupto: espiritual, política e financeiramente corrupto. Há uma coisa que foi dita por Cristo e que tem sido repetida com uma espécie de monotonia selvagem por todos os santos cristãos: ser rico é estar em particular perigo de naufrágio moral.”
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Gilbert Keith Chesterton was one of the most influential English writers of the 20th century. His prolific and diverse output included journalism, philosophy, poetry, biography, Christian apologetics, fantasy and detective fiction.
Chesterton has been called the "prince of paradox". Time magazine, in a review of a biography of Chesterton, observed of his writing style: "Whenever possible Chesterton made his points with popular sayings, proverbs, allegories—first carefully turning them inside out.